Gabriel Magalhães foi ao ponto e isolou o quinto e último pênalti do Arsenal na final da Champions League, neste sábado, e viu o PSG confirmar o título nos pênaltis por 4 a 3, após 1 a 1 no tempo normal e na prorrogação. O erro deixou o brasileiro visivelmente abalado: ele chorou em campo, recebeu atendimento e foi consolado pelo capitão do time adversário, Marquinhos.
Ao longo da partida, Gabriel havia feito uma atuação consistente, participando da defesa do Arsenal e resistindo à pressão parisiense. Ainda assim, coube a ele a cobrança decisiva, que saiu mal — um chute de canhota por cima do gol — e selou a vitória do PSG. A imagem do abraço entre os dois zagueiros virou o momento mais comentado após o apito final.
Marquinhos, que não cobrou pênalti na decisão e foi substituído na prorrogação, aproximou-se de Gabriel para confortá‑lo. Ambos são titulares da seleção brasileira e, segundo o material-base, perderam o começo da preparação para a Copa do Mundo; deverão se apresentar diretamente nos Estados Unidos ao treinador Carlo Ancelotti, ao lado de Gabriel Martinelli, também do Arsenal. O episódio reacende lembranças do próprio Marquinhos: na última Copa, ele havia cobrado o pênalti final contra a Croácia e mandado na trave, quando o Brasil foi eliminado nas quartas.
Mais cedo, em entrevista coletiva citada pelo material-base, Carlo Ancelotti teria anunciado que Marquinhos será o capitão da seleção na Copa — informação que coloca o defensor sob ainda mais atenção. Fora do aspecto imediato da final, o lance projeta um desafio psicológico para Gabriel Magalhães na reta final de preparação: a cobrança pública e a comparação com erros passados podem influenciar a confiança da dupla de zaga que deve formar a seleção na competição.