Depois do triunfo por 3 a 0 sobre a Escócia, em Miami, que selou a liderança do Grupo C, o zagueiro Marquinhos deixou clara a mudança de foco da seleção: o resultado já ficou para trás e a equipe precisa mirar no mata-mata. O capitão ressaltou que a vitória dá confiança, mas alertou para o risco de acomodação diante do que vem pela frente.

Marquinhos pediu ambição e fome de vitória, e elogiou a postura exigente do treinador Carlo Ancelotti, que tem cobrado evolução mesmo com placares favoráveis. Para o defensor, a próxima fase é uma nova competição em que os rivais terão nível ainda mais alto e os detalhes decidirão cada confronto, por isso a preparação precisa ser precisa.

O capitão também alcançou marca pessoal: 108 partidas pela seleção, tornando-se o segundo zagueiro com mais jogos, atrás de Thiago Silva. No plano coletivo, a liderança da chave tinha objetivo prático: manter a rotina e a infraestrutura. A delegação está baseada em Nova Jersey e, ao ficar em primeiro, evita deslocamentos ao México que alterariam a logística da preparação.

O adversário das oitavas sairá do Grupo F — que reúne Holanda, Japão, Suécia e Tunísia — e será conhecido na quinta-feira. A seleção volta a campo na segunda (29), às 14h (Brasília), em Houston. A combinação de ambição esportiva e vantagem logística é vista internamente como fator que pode fazer diferença nas fases decisivas.