Brasil e Marrocos entram em campo na quarta-feira, às 19h (horário de Brasília), e podem ter a liderança do Grupo C decidida no saldo de gols caso ambos confirmem as vitórias esperadas. No momento, a seleção brasileira tem vantagem no critério: marcou quatro vezes e sofreu uma; os marroquinos marcaram dois e também sofreram um.
O técnico Mohamed Ouahbi foi franco ao admitir que a equipe sofre com baixa efetividade ofensiva. Ao tratar o tema na coletiva, disse que a seleção tem criado oportunidades, mas que a conversão em gols não tem acontecido com regularidade — um problema antigo que a comissão técnica tenta ajustar nos treinos e na mentalidade do time.
Isso transforma o confronto com o Haiti — já eliminado — em uma oportunidade prática para aumentar o saldo e tentar igualar ou superar o Brasil. Resta, porém, a preocupação clássica: depender de um adversário mais fraco para ganhar vantagem pode expor fragilidades e exigir que a equipe marque cedo e mantenha intensidade do início ao fim.
Ouahbi também reconheceu a qualidade do adversário brasileiro, destacando o coletivo e a experiência do treinador Carlo Ancelotti como fatores que tornam o Brasil candidato a avançar longe no mata-mata. No plano prático, a definição da liderança do Grupo C poderá mesmo virar detalhe estatístico, com a margem de gols determinando quem evita um caminho mais complicado nas próximas fases.