Portugal ficou no empate sem gols com a Colômbia em Miami e terminou na segunda posição do Grupo K, situação que reacende questionamentos sobre a utilização de Cristiano Ronaldo. O atacante teve atuação apagada e voltou a ser alvo de críticas da torcida e da imprensa, mas o técnico Roberto Martínez justificou a opção por mantê‑lo em campo durante os 90 minutos.
Martínez disse que a permanência de Ronaldo obedeceu a critérios táticos e de monitoramento físico: explicou que o jogador tem função de movimentação na área e que a equipe precisa sincronizar essas ações com os demais atletas. Segundo o treinador, a comissão técnica acompanhou dados físicos ao vivo e avaliou que Cristiano estava em boas condições para seguir no jogo.
A Colômbia foi a seleção mais contundente na partida — inclusive teve um gol anulado pelo VAR por um impedimento milimétrico — e Martínez admitiu que a equipe portuguesa não produziu o futebol esperado. Ainda assim, elogiou a organização defensiva e destacou a importância de já ter utilizado 21 jogadores diferentes neste Mundial, como parte de um processo de ajuste e evolução do grupo.
A derrota de rendimento tem custo prático: Portugal agora enfrenta a Croácia na segunda fase, em partida marcada para o dia 2, em Toronto. Martínez tratou os três jogos de fase como um primeiro torneio e disse que a meta é corrigir posse e controle para aproveitar o talento individual da seleção. Resta ao técnico transformar esse discurso em ajustes concretos para que a presença de Ronaldo, mesmo monitorada, renda na hora decisiva dos mata‑matas.