O atacante Igor Matanovic admitiu, na zona mista, ter sentido um pequeno toque no lance que mais tarde foi identificado pelo chip na bola e resultou na anulação do gol da Croácia nos acréscimos. A decisão do árbitro, confirmada pelo VAR, confirmou a vitória portuguesa por 2 a 1 e a classificação de Portugal às oitavas de final.

O lance ocorreu aos 57 minutos do segundo tempo: em cruzamento para a área Matanovic desviou de cabeça, houve um desvio de um defensor e a bola sobrou para Pasalic, que foi marcado em posição irregular quando Ruben Neves marcou. Imediatamente o VAR acionou a tecnologia do chip embutido na bola, e o gráfico apresentou uma alteração no traçado no momento do desvio que indicou o toque do atacante croata.

Matanovic disse ter perguntado ao árbitro se havia, de fato, tocado na bola e admitiu não ter certeza plena no calor do lance. Segundo o jogador, a equipe de arbitragem informou que o chip detectou o contato e que esse toque criou a situação de impedimento que anulou o gol — apesar de as imagens convencionais de transmissão não mostrarem o toque com clareza.

Além do impacto esportivo — a eliminação da Croácia e o avanço de Portugal para enfrentar a Espanha — o episódio tende a reacender o debate sobre limites e transparência no uso de tecnologias de arbitragem. A precisão do chip resolve dúvidas técnicas, mas também gera questionamentos sobre percepção do público e critérios de comunicação da arbitragem em lances tão decisivos.