Depois do triunfo sobre o Japão, Matheus Cunha voltou a ser notícia por uma reação em campo a uma provocação adversária, mas cuidou de separar provocações de análise esportiva. Em coletiva, o atacante reconheceu o prestígio de elogios feitos por Erling Haaland e pelo técnico Lionel Scaloni, que colocaram o Brasil entre favoritos no torneio, e disse ser gratificante receber esse respeito.
Ainda assim, Cunha fez questão de descartar qualquer vantagem prática do rótulo de favorito: segundo ele, ser apontado como favorito não altera a dinâmica dentro de campo nem garante resultados. O jogador destacou que a seleção tem mostrado evolução ao longo da Copa, passando de uma estreia aquém das expectativas a uma sequência de vitórias que deu mais substância ao time.
A expectativa pela partida das oitavas contra a Noruega vem acompanhada da baixa de Lucas Paquetá, lesionado na coxa esquerda. Cunha avaliou que a saída do meia altera rotinas de entrosamento, mas lembrou que há alternativas — Endrick entrou na partida anterior e jogadores como Danilo, Martinelli e Neymar podem ajustar o equilíbrio da equipe conforme a proposta do técnico.
Sobre sua própria função, Cunha afirmou estar preparado para variar entre referência, flutuação por trás do centroavante e atuação pelas pontas, dependendo da escalação. Com três gols no Mundial, o atacante diz aceitar a adaptabilidade tática para potencializar os companheiros e aumentar as chances do Brasil avançar.