O goleiro Matheus Cunha foi oficialmente apresentado nesta segunda-feira no Beira-Rio como novo reforço do Internacional. Recebeu a camisa 23 das mãos do executivo Fabinho Soldado, com quem trabalhou no Flamengo, e evitou transformar a chegada em polêmica: disse que a etapa no Cruzeiro ficou para trás e que chega ao clube com ambição e confiança para ajudar.

Cunha reforça a concorrência na posição que é uma preocupação para o técnico Paulo Pezzolano. Ele disputará a vaga com o uruguaio Rodrigo Rochet, que tem apresentado problemas físicos, e com Anthoni. O goleiro destacou o reencontro com profissionais com quem já trabalhou — o preparador Rogério Maia e o auxiliar Eduardo Melgarejo — como fator de adaptação favorável.

O jogador admitiu que retornou de lesão antes do ideal, o que prejudicou o rendimento no Cruzeiro, mas projetou recuperação e deixou claro o desejo de permanecer além do período de empréstimo: o contrato assinado vai até junho de 2027. A chegada de Cunha é vista pela diretoria como reforço de baixa exposição financeira, em linha com a política de apostas por peças que aumentem opções sem custos permanentes imediatos.

Trata‑se do oitavo reforço da temporada — depois de Félix Torres, Matheus Bahia, Villagra, Paulinho, Kayky, Alerrandro e Maripán — e do segundo anúncio do semestre. A diretoria segue vasculhando o mercado por um centroavante e por mais alternativas na retaguarda. Para Pezzolano, a notícia é prática: mais opções à mão, mas a cobrança por resultados e ritmo de competição permanece, principalmente enquanto a hierarquia na meta ainda não estiver definitivamente definida.