Por volta dos 27 minutos do segundo tempo, o goleiro Matheus Cunha precisou ser substituído no clássico contra o Atlético‑MG após um choque com a trave. O lance ocorreu em uma tentativa de espalmar uma cabeçada de Vitor Hugo: ao cair, o jogador bateu o rosto na estrutura e recebeu atendimento médico antes de deixar o gramado, tendo Anthoni como substituto.

Em contato com a reportagem, o Inter afirmou que não acionou o protocolo de concussão. O clube explicou que a pancada atingiu principalmente o nariz do goleiro e que, por essa avaliação inicial, não houve indicação do processo previsto em casos de suspeita de traumatismo craniano. Ainda assim, o jogador passará por exames nos próximos dias.

A opção de não ativar o protocolo tem efeitos práticos imediatos: o procedimento exige um afastamento mínimo de cinco dias, o que impediria qualquer participação até o duelo de ida do Gre‑Nal, marcado para a próxima quinta‑feira. A decisão do corpo médico evita, portanto, a indisponibilidade automática para essa partida, mas mantém a necessidade de monitoramento e de laudos que confirmem a segurança para retorno.

O episódio também expõe a fragilidade da posição no Inter neste ano. Com o titular Franco Armani ainda em recuperação por cirurgia nas costas e o clube tendo recorrido a Matheus Cunha após problemas físicos de outros goleiros, a gestão do elenco e a prudência nos cuidados médicos voltam a ser prioridades. Resta acompanhar os exames para saber se o jogador terá condições de atuar no Gre‑Nal e se o incidente terá desdobramentos clínicos.