Aos 10 minutos do primeiro tempo, Matheus Henrique admitiu ter passado por um momento de apreensão ao ver a perna de Bruno Henrique após disputa no Mineirão. O volante contou que pensou em possibilidade de expulsão até conversar com o árbitro argentino Yael Falcón, que relatou ter entendido o lance como sem intensidade e acabou tranquilizando o jogador.
No lance, a chuteira de Matheus atingiu a canela do adversário em um carrinho atrasado. A jogada foi analisada pelo VAR, comandado pelo também argentino Hector Paletta, que decidiu não levar o árbitro ao monitor. Ainda assim, o árbitro aplicou apenas o cartão amarelo, decisão que provocou divergência: o ex-árbitro e comentarista Paulo Cesar Oliveira avaliou publicamente que o jogador deveria ter sido expulso.
Além do debate sobre a gravidade do contato, a punição tem efeito prático para o Cruzeiro: foi o terceiro cartão amarelo de Matheus Henrique na Libertadores, o que o afasta do jogo de volta no Maracanã. A ausência do volante obriga o treinador a ajustar a escalação e o meio-campo em um confronto decisivo fora de casa.
Mais do que um lance isolado, o episódio reacende a discussão sobre critérios de árbitros e VAR em partidas eliminatórias. A diferença entre a leitura do vídeo e a avaliação de observadores experientes amplia a sensação de inconsistência e cria nova variável a ser administrada pelo clube em termos táticos e disciplinares antes do duelo de volta.