A vitória por 2 a 1 do Cruzeiro sobre o Bahia ficou em segundo plano após o choque entre Matheus Henrique e Everaldo, aos 47 minutos do primeiro tempo. O árbitro Rodrigo José Pereira de Lima aplicou cartão amarelo a Everaldo e, segundo o meia cruzeirense, adotou postura que o deixou incomodado durante o atendimento em campo. Matheus relatou ter cuspido sangue após a pancada e classificou a interação com o árbitro como desrespeitosa.

Substituído ainda no intervalo, Matheus foi encaminhado ao hospital, onde passou por exames. O clube informou que não houve fratura, mas o jogador apresentou lesão pulmonar e foi liberado posteriormente. Nas redes sociais, o meia disse concordar com a punição aplicada a Everaldo, mas pediu que a CBF revise o comportamento do árbitro no episódio — uma cobrança que aponta para além da avaliação técnica da marcação.

Bruno Spindel, diretor do Cruzeiro, também falou ao fim da partida e trouxe à tona três pontos de contestação: a validação do primeiro gol da Raposa após análise do VAR, o cartão amarelo a Otávio por retardar reinício de jogo e o episódio com Matheus. Segundo o dirigente, o atendimento médico no vestiário foi complicado pela condição do jogador, que teria apresentado dificuldades físicas após o lance.

O descontentamento exposto por jogador e diretoria lança luz sobre duas frentes: a segurança física dos atletas diante de jogadas de risco e a conduta dos árbitros em situações que exigem sensibilidade no trato com jogadores lesionados. Em campo, o resultado manteve o Cruzeiro em posição positiva no Brasileirão, mas o episódio virou tema de cobrança institucional — caberá à CBF decidir se abrirá investigação ou procedimento disciplinar contra o árbitro.

No plano esportivo, a Raposa segue com os três pontos, mas sai de Salvador com perguntas sobre a consistência e o critério da arbitragem. Para a torcida e a comissão técnica, a agenda passa a incluir não só a preparação para os próximos jogos, mas também a pressão por esclarecimentos que deem segurança a atletas e clubes quanto às decisões de quem apita.