Matheus Pereira saiu do gramado do Mineirão visivelmente incomodado no segundo tempo do clássico contra o Cruzeiro, na partida válida pelas quartas de final da Copa do Brasil. Depois, procurou esclarecer que a reclamação não se dirigia à decisão técnica do treinador, mas à arbitragem.

O foco da queixa foi a marcação que resultou no segundo cartão amarelo de Villalba, aos 15 minutos da etapa final, após falta em Cuello. A decisão — que, segundo o jogador, só saiu após posicionamento do assistente — deixou o Cruzeiro com um homem a menos e, na avaliação do próprio atleta, mudou a dinâmica do confronto.

Quatro minutos após a expulsão, Matheus deu lugar a Gabriel Rojas; Kaio Jorge e Gerson também foram substituídos por Villarreal e Matheus Henrique. O meia negou estar contrariado por ter saído: disse que se coloca sempre à disposição e que respeita os que entram, mas manteve a insatisfação com o cartão que, em seu entendimento, complicou a situação do time em campo.

A reação pública do jogador abre espaço para discussão sobre a influência da arbitragem em clássicos eliminatórios: a expulsão acabou sendo fator determinante no desenrolar do jogo, que teve virada do Atlético. A atuação de Raphael Claus e a intervenção do assistente foram naturalmente alvo de comentários e análises nos debates pós-jogo.