Mathew Ryan, 34 anos e com 105 partidas pela seleção da Austrália, foi acionado aos 13 minutos do segundo tempo da prorrogação e assumiu a braçadeira de capitão — mas não conseguiu impedir que as cobranças fossem convertidas. O episódio voltou os holofotes para um aspecto pouco favorável do goleiro quando o assunto é pênaltis.
Segundo levantamento do site Transfermarkt, Ryan defendeu apenas uma cobrança atuando pela seleção, na vitória por 2 a 1 sobre a Arábia Saudita, nas Eliminatórias para a Copa do Mundo. Considerando toda a carreira, incluindo clubes, o goleiro tem registro de 12 defesas em cobranças, mas sofreu 61 gols em tentativas da marca da cal.
A troca do gol em momentos decisivos já ocorreu antes: na repescagem para a Copa do Mundo de 2022, Ryan foi substituído por Redmayne, que acabou pegando uma cobrança decisiva e garantindo a vaga australiana. O histórico recente e a estatística exposta pelo levantamento tornam a opção por mudanças um tema recorrente em decisões de treinadores.
Do outro lado, Patrick Beach, de 22 anos, estreou na seleção há pouco mais de seis meses e também tem números modestos em pênaltis: participou de oito cobranças e registrou uma defesa, feito alcançado na liga australiana pelo Melbourne City. O contraste entre experiência e eficácia nas penalidades é um ponto que segue em análise para a comissão técnica.