Aos 27 minutos do segundo tempo, Maurício, meia do Palmeiras, entrou na área e marcou o gol de honra do Paraguai na derrota por 4 a 1 para os Estados Unidos. O tento, anotado pouco depois de o camisa 11 ter entrado em campo, coroou a estreia do jogador em uma Copa do Mundo, ainda que não tenha alterado o rumo do confronto.
Nascido em São Paulo, Maurício se naturalizou paraguaio no início do ano — procedimento motivado pela ascendência do pai — para ficar à disposição do técnico Gustavo Alfaro. Em sua primeira partida na competição, o jogador mostrou protagonismo individual ao balançar as redes, e comentou após o jogo: "Temos que ter mais união".
Temos que ter mais união
Com o gol, Maurício passa a integrar um grupo restrito de jogadores nascidos no Brasil que marcaram por outras seleções em Mundiais. Entre eles estão Deco, Liedson e Pepe (Portugal), Diego Costa (Espanha), Cacau (Alemanha), Zinha (México) e Mário Fernandes (Rússia). Diego Costa é o mais prolífico desse grupo, com três gols em Copas, entre 2014 e 2018.
Em termos esportivos, o lance reafirma duas tendências: a relevância do aproveitamento de atletas com dupla nacionalidade e o caráter simbólico de um gol em Copa para carreiras e para a percepção de escolhas de seleção. Para o Paraguai, contudo, trata‑se de um alívio pontual diante de uma derrota contundente; para Maurício, um marco pessoal que pode justificar a aposta da seleção na naturalização.