O meia Maurício, do Palmeiras, foi denunciado ao Superior Tribunal de Justiça Desportiva (STJD) pelo lance com o zagueiro Cacá, na goleada por 4 a 0 do clube paulista sobre o Vitória. O relatório aponta possível 'conduta violenta' enquadrada no artigo 254 do Código Brasileiro de Justiça Desportiva (CBJD), cuja pena varia de um a seis jogos. O julgamento em primeira instância está marcado para a manhã de terça-feira.
No campo, o árbitro Alex Gomes Stefano aplicou apenas cartão amarelo, e o sistema VAR não recomendou revisão da jogada. O Vitória defendeu que o lance merecia expulsão, alegando que Cacá foi atingido no rosto por uma cotovelada, mas a partida seguiu sem alteração do cartão. Maurício chegou a marcar um dos gols na partida em Salvador, antes da denúncia formal ao STJD.
O episódio não ficou restrito ao lance: o Vitória teve dois atletas expulsos durante a partida — Cacá, por entrada violenta em Jhon Arias, e Luan Cândido, por gesto considerado irônico após o primeiro vermelho — e ambos também foram denunciados. Fábio Mota, presidente do clube baiano, foi incluído nas denúncias por declarações que colocaram a arbitragem em cheque. O Palmeiras divulgou nota repudiando as críticas públicas à arbitragem e afirmou concordar com a decisão de não expulsar Maurício.
Politicamente e esportivamente, o caso traz implicações práticas: uma eventual suspensão de até seis partidas pode forçar mudanças imediatas na escalação e na estratégia do técnico nas próximas rodadas do Brasileirão. Como se trata de decisão de primeira instância, o clube ainda terá a possibilidade de recorrer em caso de pena. O episódio reabre o debate sobre critérios disciplinares e o papel do VAR em lances de confronto corporal.