Dois meses após obter a rescisão de contrato com o Santos na Justiça, o lateral-direito Mayke, 33 anos, está usando a estrutura do Palmeiras para tratar uma lesão crônica no joelho direito. Sem clube no momento, o jogador se recupera na Academia de Futebol, em um retorno provisório ao ambiente onde foi ídolo entre 2017 e 2025.
A disputa judicial contra o Santos terminou com condenação da CNRD ao pagamento de R$ 11 milhões ao atleta por salários e verbas trabalhistas atrasadas; o clube anunciou que pretende recorrer. Mayke havia alegado atrasos que envolveram salários, FGTS, direitos de imagem e luvas, e conseguiu a rescisão após argumentar que os débitos inviabilizavam a continuidade do vínculo.
O caso expõe, na prática, o custo financeiro e de imagem para o Santos em episódios de inadimplência com jogadores. Para Mayke, a decisão abre espaço para tentar recuperar a forma num local conhecido, mas não remove a incerteza sobre seu futuro profissional: a lesão é antiga, ele disputou oito partidas na temporada e já vinha sendo preservado no elenco santista.
No Palmeiras, Mayke deixa legado esportivo sólido — foram 319 jogos, oito gols, 25 assistências e 12 títulos conquistados — e encontrou apoio de ex-companheiros durante a passagem pela Academia. O episódio combina a dimensão humana da recuperação com efeitos práticos na conta do Santos e na carreira do jogador: recuperar a condição física será essencial para qualquer negociação futura.