Quando a bola rolar no Lincoln Financial Field, em Filadélfia, Mbappé entrará para o seleto grupo de jogadores que alcançaram 100 partidas pela seleção francesa. Aos 27 anos, o atacante já é o maior artilheiro da equipe nacional, com 58 gols, e chega ao confronto com o Iraque com um duplo objetivo: ajudar a França a garantir a classificação e progredir na corrida pelo recorde de gols em Copas do Mundo.

No torneio, a disputa individual se acirrou nos primeiros jogos. Mbappé havia chegado a 14 gols em Mundiais depois da partida contra Senegal; Lionel Messi, com três tentos diante da Argélia, passou a 16 e ficou lado a lado com o recordista Miroslav Klose. O duelo entre os dois craques dá à campanha francesa um componente pessoal que soma pressão e narrativa à busca por títulos.

A trajetória de Mbappé pela seleção tem marcos claros: a estreia em 25 de março de 2017, no triunfo sobre Luxemburgo, e o primeiro gol pouco depois, em 31 de agosto do mesmo ano contra a Holanda. Campeão em 2018 e vice em 2022, com a Liga das Nações de 2021 no currículo, ele é o décimo jogador a atingir 100 partidas pela França e ainda tem tempo para tentar ampliar números e recordes em edições futuras.

Nos treinos, a seleção também teve lampejos de brilho: Mbappé e Dembélé anotaram gols de efeito que confirmaram o potencial ofensivo da equipe. A combinação entre a meta individual — o recorde de gols em Copas — e o objetivo coletivo de avançar no torneio coloca a responsabilidade sobre os ombros do camisa 10, que já mira a possibilidade de disputar mais Mundiais e, se a França chegar à final em 2026, igualar a marca de Cafu de três finais seguidas.