Kylian Mbappé chega à Copa do Mundo de 2026 com o status de principal estrela da França e com uma trajetória que já mistura conquistas e decisões decisivas. Aos 27 anos, o atacante é visto não só como a referência técnica do time, mas também como o nome capaz de atrair olhares e patamares de exigência maiores para a seleção francesa.

O currículo em Mundiais é curto, porém intenso: campeão em 2018, com quatro gols naquele torneio, e protagonista em 2022, com oito gols e duas assistências. Foram 14 jogos, 12 gols e duas assistências no total, incluindo a final de 2022 em que marcou três vezes antes da derrota nos pênaltis. Esses números consolidaram sua presença no panteão dos jogadores decisivos em Copas.

Mbappé já provou que atua em decisões de Copa e carrega gols decisivos.

No clube, a trajetória percorre Monaco, PSG e, a partir de 2024, o Real Madrid. A carreira reúne títulos nacionais e continentais, além de premiações individuais que reforçam sua condição de referência: prêmio Kopa, Golden Boy, Chuteira de Ouro em 2024/2025 e múltiplos reconhecimentos como melhor da temporada na Ligue 1. Esses elementos elevam as expectativas sobre seu desempenho em seleções.

A combinação entre talento e histórico de decisões gera um volume de cobranças proporcional à projeção. Para a França, Mbappé é ao mesmo tempo solução e tese: capaz de definir jogos, mas também dependente de um entorno que maximize suas qualidades. Do ponto de vista do torneio, sua presença volta a somar apelo esportivo e midiático ao Mundial nos Estados Unidos.

Em 2026, a narrativa que cerca Mbappé tem dois eixos claros: a busca por recordes e a oportunidade de consolidar um legado além do brilho individual. Não há garantias de desfecho, apenas pistas claras — suas estatísticas em Copas e o passado em decisões transformam cada jogo em um medidor da evolução de sua carreira e do potencial da seleção francesa.

Em 2026, a pressão por recordes e por um novo título reescreve a narrativa em torno de sua carreira.