A Série C de 2026 continua a reunir nomes com currículo de elite que tentam prolongar a carreira em divisões inferiores. Entre os casos mais comentados estão Nenê, Ralf, Henrique Dourado e Sassá — atletas que trazem experiência, visibilidade e, em alguns casos, soluções pontuais para clubes com orçamento e elenco limitados.

Nenê, aos 44 anos, é a exceção que vem rendendo: titular nos três jogos do Botafogo-PB na competição, soma contribuição direta com gols e assistências e mantém presença regular ao longo da temporada. Já Henrique Dourado, 36, aparece mais como opção: são 16 partidas na temporada e apenas duas entradas na Série C, sempre vindo do banco.

Do outro lado, Ralf — multicampeão e peça importante no passado — vive situação distinta no Guarani. Aos 41 anos, tem apenas três partidas no Paulistão e ainda não estreou na Série C, completando dois meses sem atuar pelo clube. A lista de veteranos inclui casos intermediários: Wellington Silva, com mais tempo de jogo no estadual; Marcelo Cirino, que já contribuiu com gols para o Amazonas; e Régis, estreante na Terceira Divisão sem participações decisivas até aqui.

A presença desses atletas tem efeitos mistos. Há ganho de experiência e liderança em vestiários, mas também custos: risco de lesões, salários que pesam no orçamento e limitações físicas que forçam o uso como opção. Para clubes da Série C, a equação é administrativa e esportiva: equilibrar retorno técnico imediato com planejamento e valorizar aproveitamento de jovens sem comprometer o caixa.