As primeiras baterias da etapa de Raglan, na Nova Zelândia, confirmaram o favoritismo dos brasileiros: Gabriel Medina e Filipe Toledo venceram suas estreias e garantiram vaga nas oitavas de final. Medina totalizou 15,20 contra 10,06 do havaiano Eli Hanneman, enquanto Filipe somou 15,66 para eliminar João Chianca. Outros nomes do país — Alejo Muniz, Yago Dora, Samuel Pupo, Mateus Herdy, Ítalo Ferreira e Miguel Pupo — seguem para o segundo round.
A estreia de Medina foi marcada por sintonia com a esquerda de Manu Bay. O tricampeão abriu a bateria com 7,67 ao encaixar cutbacks e dois aéreos nos momentos decisivos, completando a classificação com outra nota na casa dos 7 pontos (7,53). A combinação de manobra progressiva e leitura das esquerdas longas deu a ele vantagem clara sobre Hanneman, num dia em que o mar estava mais curto e exigiu ajustes dos competidores.
Filipe Toledo, por sua vez, confirmou o poder ofensivo do backside ao receber 8,83 numa onda de bom tamanho e somar 6,83 em outra passagem, fechando em 15,66. João Chianca não encontrou resposta e foi eliminado na estreia, com 10,84. A WSL decidiu acelerar o ritmo da competição na quinta-feira — entrando várias baterias em simultâneo — por causa da previsão de poucas ondas, e só realizou até a oitava bateria; o restante do segundo round foi adiado.
A inclusão de Raglan no calendário amplia o leque técnico do circuito, beneficiando surfistas mais versáteis nas esquerdas longas. Mas as condições fracas e a agenda comprimida podem alterar estratégias: quem se adaptar rápido às sessões curtas sai na frente. Para o Brasil, as vitórias de Medina e Filipe são um sopro de confiança, mas o dia seguinte promete testes mais decisivos com a retomada das baterias adiadas.