Gabriel Medina foi superado pelo australiano George Pittar na final da etapa de Margaret River, na madrugada deste domingo (horário de Brasília). O placar da decisão marcou 15,17 a 12,46 a favor do jovem de 23 anos, cuja nota 9,00, obtida após discussão sobre prioridade na escolha da onda, decidiu o título. O triunfo representa o primeiro caneco de Pittar no Championship Tour e veio sobre uma sequência de derrotados ilustres: Filipe Toledo, Yago Dora, Ítalo Ferreira e o próprio Medina.
Na bateria decisiva, Medina abriu com 4,67 e somou 3,50, alcançando 8,17 antes de responder com uma direita avaliada em 6,83. Pittar, por sua vez, ocupou a liderança com 6,17 e posteriormente arrancou a nota máxima que inclinou a disputa. O mar, com poucas formações relevantes na reta final, limitou as chances de recuperação: Medina ainda trocou o 4,67 por um 5,63, mas precisava de 8,35 para virar e não encontrou onda compatível, falhando inclusive em tentativa aérea nos minutos finais.
Apesar do vice, o tricampeão mundial assumiu a ponta do ranking da WSL na temporada 2026, com 13.885 pontos — à frente de Pittar e Miguel Pupo, ambos com 13.320, com o australiano levando vantagem em critérios de desempate por desempenho nas baterias. Outros brasileiros aparecem no top 5: Yago Dora em quarto e Samuel Pupo em quinto. No feminino, Luana Silva terminou em segundo em Margaret e figura agora em quarto na temporada. A próxima etapa será na Gold Coast, a partir de quinta-feira.
O resultado reafirma a capacidade de Medina de chegar às fases decisivas mesmo sem vencer desde abril de 2023 — justamente em Margaret River —, mas também escancara a lacuna entre chegar à final e converter em título. A liderança no ranking dá margem estratégica para o brasileiro, porém a busca por retomar a frequência de vitórias permanece como desafio prático para manter a condição de favorito ao longo da temporada.