O Botafogo saiu da Argentina com uma vitória apertada por 3 a 2 e um sinal claro sobre a disputa por vagas: Medina aparece como candidato real à titularidade. O argentino, contratado como o principal reforço da janela, teve participação relevante no meio e ajudou a equipe a controlar momentos importantes do jogo, que foi decidido por um gol de Danilo nos acréscimos.
A chegada de Medina ao Rio não foi tranquila. Enfrentou adaptação à rotina brasileira, trouxe a esposa e um filho pequeno, e o clube precisou providenciar apoio familiar — a mãe e a tia do jogador viajaram para auxiliar. O início no time foi irregular: a estreia contra o Flamengo foi abaixo do esperado e houve expulsão no jogo seguinte diante do Palmeiras.
Com três treinadores diferentes desde sua chegada, Medina foi frequentemente recuado em campo, posição que nem sempre valorizou suas qualidades. Jogando mais livre, como um 'camisa 8', ele rende melhor: não costuma aparecer em estatística de gols e assistências, mas funciona como articulador. Contra o Racing, foi o terceiro do time em passes certos, com 18, e teve atuação que justificou maior sequência.
O desempenho na Sul-Americana muda o cenário imediato: além de reforçar a confiança do jogador, amplia as opções do técnico para o meio de campo. O Botafogo já se reapresenta ao Brasileirão e viaja para enfrentar a Chapecoense, na Arena Condá, no sábado; o duelo será uma oportunidade para Medina converter minutos em titularidade fixa ou, ao menos, consolidar sua presença como opção estratégica.