O atacante Memphis Depay sinalizou aceitação a uma proposta de renovação por dois anos com o Corinthians, mas a diretoria do clube não considera o negócio concluído. Antes de bater o martelo, a cúpula alvinegra quer que o jogador faça exames médicos ao chegar ao Brasil — um requisito colocado como condição para a assinatura do novo contrato. Há também em discussão a possibilidade de um terceiro ano atrelado ao cumprimento de minutos em campo.

A cautela do clube tem base nos próprios números do holandês e no seu histórico recente: em 2026, Memphis disputou apenas 14 partidas pelo Corinthians, com um gol e uma assistência, e chegou ao clube já marcado por problemas físicos. Na visão do departamento médico, os exames poderão ser decisivos; os aliados do presidente Osmar Stabile foram além e usam as lesões como argumento contra a renovação em meio à crise financeira do Parque São Jorge.

Do lado do jogador, o estafe afirma que Memphis está apto, que aceita submeter-se aos exames e que pode chegar ao Brasil já na terça-feira. Na negociação, houve concessões salariais: diminuição da parte fixa e aumento das variáveis, segundo o clube. Nos bastidores, aliados de Stabile lembram episódios recentes em que o presidente barrou movimentações autorizadas pelo departamento de futebol, o que reforça o papel político da decisão.

O desfecho terá impacto direto no planejamento esportivo e nas contas do Corinthians. Um aval médico abriria caminho para a assinatura e para que Fernando Diniz conte com o jogador, enquanto um parecer contrário pode encerrar a tentativa de renovação e acentuar a necessidade de alternativas no ataque. A iminência do retorno de Memphis e a nova reunião marcada no clube apontam para capítulos ainda não resolvidos nesta negociação.