A negociação entre Corinthians e Memphis Depay voltou a ganhar ritmo nos últimos dias. Segundo pessoas próximas ao caso, o atacante de 32 anos aceitou a proposta de redução salarial colocada pelo clube e as conversas avançaram rumo a um novo vínculo. O acordo ainda não foi assinado, mas o sinal positivo do jogador reacende a expectativa de permanência até meados de 2028.

O cenário, porém, tem um obstáculo concreto: o clube vive restrições para registrar contratos por conta de três transfer bans — dois da FIFA e um da CBF. Mesmo com um entendimento verbal, o Corinthians precisa formalizar e inscrever o novo vínculo até 31 de julho, data em que termina o contrato atual; caso contrário, a equipe corre o risco de ficar sem o jogador, sem poder registrar o reforço nem inscrevê‑lo oficialmente.

As conversas haviam esfriado durante a intertemporada, quando Memphis se afastou após a eliminação da seleção holandesa na Copa do Mundo. Com a retomada, o estafe do atacante entende que um desfecho positivo é possível nos próximos dias. A diretoria, por sua vez, enrola entre a pressa de garantir o camisa 10 e a limitação administrativa: perder Memphis agora representaria um golpe para um elenco que dificilmente será reforçado nesta janela.

A questão tem impacto imediato no time e no técnico Fernando Diniz: Memphis é desfalque certo contra o Remo, pelo Brasileirão, enquanto a situação contratual não se resolve. Mais do que uma mera peça de mercado, a negociação expõe a fragilidade do planejamento corintiano diante de punições que limitam opções e forçam concessões salariais para manter o elenco competitivo.