O contrato de Memphis Depay com o Corinthians entra em contagem regressiva: faltam exatos dois meses para o término do acordo assinado em setembro de 2024, e a permanência do atacante já é tratada com incerteza nos bastidores. A diretoria admite procurar empresas interessadas em financiar o salário do camisa 10, enquanto tenta negociar aproximadamente R$ 40 milhões em luvas e metas ainda não pagas ao jogador.

O presidente Osmar Stabile afirmou a veículos que tem consultado parceiros comerciais, mas até o momento as tratativas não avançaram. O clube segue sem caixa para quitar as pendências — inclusive dependendo do desfecho da negociação com o Talleres, que pode gerar um transfer ban na Fifa — e sinaliza que, se não houver apoio externo, não terá condições de manter Memphis nem mesmo com a renúncia de privilégios contratuais pelo atleta.

A urgência ganha um componente esportivo: Memphis provavelmente estará na Copa do Mundo pela Holanda em junho, e a expectativa é que uma definição ocorra nas próximas semanas, antes do início do torneio. No meio desse cenário, o atacante trata de uma lesão grau 2 na coxa direita e está previsto para voltar apenas em 30 de abril, contra o Peñarol, pela Libertadores.

Desde sua chegada, Memphis se tornou peça central do time: são 77 jogos, 20 gols e 15 assistências, com média de participação em 0,45 gol por partida, além de ter sido titular nas conquistas do Campeonato Paulista, da Copa do Brasil e da Supercopa Rei. Ainda assim, os números de campo não blindam o clube de uma equação financeira que hoje pesa mais que a vontade esportiva.

A situação expõe uma fragilidade administrativa que pode trazer custos reputacionais e operacionais ao Corinthians: a indefinição sobre um dos maiores salários do elenco dificulta o planejamento do técnico e pressiona a diretoria a resolver uma conta que, se adiada, pode resultar na saída do jogador e em perda de capacidade competitiva. Para o torcedor, a expectativa é por uma solução rápida — e realista.