O sábado em Miami foi atípico para a F1. A McLaren confirmou a dobradinha na Sprint Race, resultado de upgrades bem-sucedidos durante a pausa de abril, e abriu o dia mostrando que a temporada pode ter mais chaves além da tradicional luta entre Mercedes e Red Bull.
Na classificação da tarde, a Mercedes manteve a supremacia das poles com Kimi Antonelli, mas a novidade foi o nível de competitividade: pela primeira vez quatro equipes brigaram efetivamente pela primeira fila. A Red Bull de Max Verstappen, beneficiada por um pacote de mudanças, apareceu em segundo — algo que parecia improvável há poucas provas.
Verstappen admitiu surpresa ao ver o carro tão competitivo já nesta etapa, e a combinação de upgrades gerais, ritmo de corrida sólido da Mercedes e o calor extremo registrado na Sprint (com 35ºC) criou um cenário de incerteza. A previsão de fortes chuvas para o horário da corrida amplia a imprevisibilidade e pode reordenar o favoritismo.
A Ferrari também mostrou evolução: Charles Leclerc larga em terceiro depois de um trabalho consistente desde os treinos. A Mercedes, que trouxe menos novidades para Miami para concentrar esforços no GP do Canadá, pode ter subestimado a velocidade de reação dos rivais — George Russell larga apenas em quinto, seu pior resultado em classificações de corrida principal até agora.
Do lado brasileiro, Gabriel Bortoleto terá de fazer recuperação após a desclassificação na Sprint e o último lugar no grid. No conjunto, ver quatro equipes nas primeiras colocações é um bom sinal para a competição em 2026: aumenta a imprevisibilidade da corrida e pressiona equipes e pilotos a acelerar o desenvolvimento nas próximas etapas.