A Espanha manteve vivo o sonho de conquistar uma segunda estrela: nesta sexta-feira, em Los Angeles, a Fúria derrotou a Bélgica por 2 a 1 e avançou às semifinais da Copa do Mundo. Mais uma vez decisivo vindo do banco, Mikel Merino marcou nos acréscimos e garantiu o triunfo que põe os espanhóis frente a frente com a França, na próxima terça (14), às 16h (horário de Brasília), em Dallas.
O primeiro gol saiu de bola trabalhada: Lamine Yamal lançou Pedro Porro, que cruzou; Dani Olmo finalizou e o rebote caiu para Fabian Ruiz, que abriu o placar. A Espanha dominou boa parte do jogo, com Yamal causando problemas à defesa belga, mas a Bélgica aproveitou uma das raras investidas para igualar e manter o jogo em aberto até o fim. No apagar das luzes, Merino apareceu novamente para decidir, repetindo o papel que teve nas quartas contra Portugal.
A derrota também marca um ponto de ruptura para a chamada geração dourada belga. O time chegou ao torneio com remanescentes como Thibaut Courtois, Kevin De Bruyne, Axel Witsel e Romelu Lukaku, mas não conseguiu o salto esperado. Além das baixas por lesão — com Amadou Onana fora por rompimento de ligamento e Youri Tielemans vetado no aquecimento — o técnico Rudi Garcia teve de recompor a equipe, com De Bruyne e Hans Vanaken reaparecendo entre os titulares.
Para a Espanha, a vaga representa um retorno às semifinais de Copa desde o título de 2010 e a confirmação de uma curva de recuperação. A sequência recente contra a França e contra a própria Bélgica reforça que os confrontos decisivos têm sido recorrentes entre essas potências europeias: os espanhóis levam vantagem nos embates recentes, e acumulam agora 12 jogos sem perder para os Diabos Vermelhos — além da sensação de vingança sobre a eliminação nos pênaltis de 1986. O próximo teste, diante da França, define se a Fúria seguirá viva na busca pela taça.