Lionel Messi tem a chance de escrever mais um capítulo de sua trajetória nas Copas neste sábado, contra a Jordânia. Em dúvida para o confronto, o camisa 10 foi confirmado por Lionel Scaloni para começar no banco — e precisa de um gol, caso entre, para atingir sete partidas consecutivas com gol em Mundiais, marca que hoje divide com Jairzinho e Just Fontaine.
A sequência atual soma seis jogos seguidos com bola na rede: Messi alcançou o número ao marcar duas vezes diante da Áustria e, no total dessa série, contabiliza 10 gols. Na edição atual também se destaca que foram cinco gols em apenas duas partidas da fase de grupos e mata‑mata. No Mundial do Catar, por exemplo, o argentino marcou em todas as fases do mata‑mata, com cinco gols das oitavas à final, demonstrando regularidade em momentos decisivos.
O panorama histórico ajuda a dimensionar o potencial recorde. Just Fontaine fez 13 gols em seis partidas na Copa de 1958 e mantém até hoje o recorde de artilharia em uma única edição. Messi, por sua vez, já é o maior goleador da história das Copas com 18 gols e lidera em participações diretas em gols (18 gols e 8 assistências). Ele também é o jogador com mais partidas (28) e mais vitórias (18) no torneio, além de dividir com Cristiano Ronaldo e Guillermo Ochoa o fato de ter disputado seis edições.
A decisão de Scaloni por preservá‑lo no começo do jogo indica gestão de desgaste e risco, sem abrir mão do potencial decisivo do jogador. Se entrar e marcar, Messi não só se isola no ranking de jogos seguidos com gol como soma mais um argumento estatístico à sua longevidade e centralidade na seleção argentina — um feito simbólico que reforça seu impacto contínuo nas Copas, mesmo quando há preocupação com minutos e planejamento tático.