Lionel Messi foi a figura central da virada histórica da Argentina contra o Egito, em Atlanta, e garantiu a vaga nas quartas de final com assistência e gol decisivos. Enzo Fernández completou a reação e decretou a vitória que mantém os campeões entre os candidatos ao bicampeonato.
Além da busca pelo título, o grupo fala abertamente sobre uma motivação extra: estender ao máximo a participação de Messi em Copas. O meio-campista Paredes voltou a ressaltar a coesão do elenco e a intenção clara de acompanhar o capitão até onde for possível, mostrando que a proteção ao ídolo ganhou caráter coletivo.
Rodrigo De Paul, presença constante ao lado de Messi dentro e fora de campo, destacou o efeito emocional e inspirador do atacante no vestiário — atitude que contagiaria a equipe e alimenta o desejo dos jogadores de postergar a despedida. Aos 39 anos, Messi marcou em todas as partidas da Argentina até aqui, soma oito gols no torneio e já totaliza 21 gols em Copas, tornando-se o maior artilheiro da história do Mundial.
A Argentina agora enfrenta a Suíça, em Kansas City, com a perspectiva de ficar a três jogos de um feito raro: apenas Itália e Brasil conseguiram títulos consecutivos. Mais do que soluções táticas, a seleção de Scaloni tem mostrado que liderança e identificação emocional com o camisa 10 podem ser determinantes na reta final.