Miami recebe a Argentina nesta sexta-feira às 19h com a sensação de jogo em casa: em todas as partidas da seleção na Copa até aqui, predominou a cor azul e branca nas arquibancadas. A expectativa é semelhante diante de Cabo Verde, mas com um ingrediente a mais: Messi atua no clube da cidade e traz atenção extra do público local.
A mudança para o Inter Miami, em junho de 2023, foi vista por alguns como um movimento de desaceleração após a passagem conturbada pelo Paris Saint-Germain. Na prática, o clube montou uma estratégia de investimento que atraiu ex-companheiros de Barcelona e produziu resultados: Leagues Cup (2023), Supporters' Shield (2024) e MLS Cup (2025), além da participação no Mundial de Clubes.
No plano pessoal, os números reforçam a competitividade: em 104 jogos pelo Inter Miami, Messi marcou 90 gols e deu 52 assistências; atingiu a marca de 900 gols na carreira em março. Na Copa do Mundo, voltou a ser protagonista — foram seis gols em três partidas, artilharia histórica nesta fase do torneio — e pode igualar marcas anteriores com mais um gol.
O cenário em Miami ilustra um ponto maior sobre a MLS: investidores como David Beckham ajudaram a elevar o nível e a visibilidade, mas a liga ainda busca consolidar-se frente aos rivais regionais. Para a Argentina, o fato de Messi atuar na cidade amplia a presença da torcida e pode funcionar como elemento motivador quando o craque buscar mais um gol rumo ao milésimo na carreira.