Kansas City — Lionel Messi foi responsável pelos três gols da Argentina na vitória por 3 a 0 sobre a Argélia, partida em que igualou o recorde de Miroslav Klose como maior artilheiro da história das Copas. O resultado confirmou que, mesmo após o título anterior, a seleção mantém intensidade e capacidade de decisão em momentos decisivos.

No vestiário, o técnico Lionel Scaloni não poupou elogios ao capitão: destacou a constância do jogador ao longo de duas décadas e a necessidade de aproveitar o talento enquanto ele continuar em campo. Em tom de reconhecimento, o treinador ressaltou que a presença de um atleta desse calibre dá alternativas importantes ao time.

Apesar do placar folgado, Scaloni definiu o resultado como enganoso: a partida foi mais dura do que pareceu e exigiu entrega de muitos jogadores. Lautaro Martínez e Thiago Almada, segundo o treinador, trabalharam muito e sentiram o cansaço, o que dá dimensão da partida e da resposta coletiva mesmo quando o brilho individual apareceu.

Além do feito pessoal de Messi, a vitória reforça a confiança do grupo e confirma que a seleção mantém recursos defensivos e ofensivos após o ciclo campeão. Ainda assim, fica o lembrete técnico: depender de lampejos de um craque garante triunfos, mas impõe ao comando a tarefa de construir soluções que não obriguem a equipe a buscar sempre a inspiração individual.