Messi e Mbappé chegam ao último fim de semana da Copa do Mundo empatados na artilharia, com oito gols cada, mas em situações distintas: o argentino disputa a final contra a Espanha; o francês encara a Inglaterra na decisão do terceiro lugar. Além da Chuteira de Ouro, os dois brigam por recordes que não são superados há décadas e por posições no ranking histórico de goleadores do torneio.

No confronto direto pela artilharia, há critérios que podem definir o vencedor além dos gols: o primeiro é o número de assistências — vantagem hoje para Messi, que soma quatro — e, se a igualdade persistir, leva quem disputar menos minutos. Mbappé, artilheiro em 2022, ainda persegue outro marco inédito: ser o primeiro jogador a conquistar a Chuteira de Ouro em duas edições diferentes.

A dimensão histórica da disputa é clara. Com mais um gol qualquer um dos dois alcançaria a marca de nove gols em uma edição — feito atingido por Ademir (1950) e Eusébio (1966). Nove ou dez gols não aparecem com frequência: Gerd Müller foi o último a chegar a dez, em 1970; marcas maiores remontam a Sándor Kocsis (11 em 1954) e ao recorde absoluto de Just Fontaine (13 em 1958). Messi e Mbappé já igualaram a marca de oito gols de Ronaldo em 2002.

A corrida também vale recordes acumulados: Messi lidera a lista histórica de artilheiros de Mundiais com 21 gols em seis edições; Mbappé tem 20 em somente três participações e pode ultrapassar o argentino caso marque duas vezes na disputa do terceiro lugar. No campo das assistências, Messi corre por dois objetivos em uma tacada: se produzir duas assistências na final, não só ficará isolado como líder de assistências nesta Copa, como também empatará o recorde de Pelé de seis passes para gol em uma única edição.