A disputa pela artilharia da história das Copas do Mundo ganhou contorno dramático: Lionel Messi e Kylian Mbappé chegaram à marca de 21 e 20 gols, respectivamente, na soma de suas participações. Ambos iniciaram a competição com números altos — Messi com 13, Mbappé com 12 — e, com a produção na edição atual, deixaram para trás o recorde de Miroslav Klose, que era de 16 gols desde 2014.
O caminho dos dois passa por longa trajetória em Mundiais. Messi abriu sua conta em Copas aos 18 anos, na goleada por 6 a 0 sobre Sérvia e Montenegro, e acumulou gols regulares ao longo de várias edições. Mbappé, por sua vez, também balançou as redes desde sua estreia em Mundiais e foi peça principal no ciclo que culminou no título de 2018. A evolução de ambos remodela uma lista histórica que esteve por décadas dominada por nomes alemães e brasileiros.
O capítulo mais recente da rivalidade ocorreu na final de 2022, quando Mbappé marcou um hat-trick e Messi contribuiu com dois gols — uma partida que ilustrou a dimensão dos dois jogadores, mesmo com o desfecho a favor da Argentina. Na edição atual, a arrancada ofensiva dos dois foi suficiente para abrir vantagem confortável sobre os concorrentes e transformar a artilharia em uma disputa pessoal, com possibilidade real de decisão na semifinal ou na final.
Além do brilho individual, a corrida tem impacto simbólico: reescreve rankings históricos e influi na narrativa das seleções. Para Messi e Mbappé, ultrapassar Klose não é apenas número; é elemento relevante na construção de legados. Se avançarem e ainda aumentarem a conta de gols nas próximas partidas, a competição pela artilharia pode virar parte central da memória desta Copa.