Lionel Messi chegou a oito gols na Copa do Mundo de 2026 ao marcar na virada da Argentina sobre o Egito por 3 a 2, partida decidida nos acréscimos por Enzo Fernández. No mesmo jogo, perdeu um pênalti, acertou uma cobrança de falta na trave e deu a assistência que permitiu a reação de Romero. O total eleva sua conta em Mundiais para 21 gols.

O número ganha dimensão histórica: com oito tentos, Messi iguala ou supera os artilheiros de 17 das 22 edições anteriores do torneio. Apenas cinco Copas tiveram um goleador com mais gols em uma única edição: Fontaine (13), Sándor Kocsis (11), Gerd Müller (10), Ademir e Eusébio (9 cada).

Aos 39 anos, Messi já é o maior artilheiro da história das Copas e transforma a campanha de 2026 em perseguição a marcas que duram décadas. Bastaria mais um gol para igualar Ademir e Eusébio; dois para alcançar Gerd Müller; três para empatar com Kocsis; e cinco para igualar Fontaine — recorde absoluto desde 1958.

Se a Argentina avançar até a final, Messi poderá disputar até mais três partidas e, portanto, aumentar ainda mais a pressão sobre esses recordes. A sequência em 2026 confirma que, mesmo em fim de carreira, sua presença no Mundial continua a reescrever estatísticas e a provocar comparações com as grandes marcas da história.