Em Kansas, pelas quartas de final da Copa do Mundo 2026, a Argentina sofreu mais do que deveria, mas avançou: 3 a 1 sobre a Suíça decidido na prorrogação. Aos 39 anos, Lionel Messi não balançou as redes e viu interrompida uma sequência de nove jogos em que vinha marcando, mas teve papel determinante ao cobrar o escanteio que originou o gol de Alexis Mac Allister.

A partida foi marcada por momentos de tensão. Messi apareceu com sangramento no olho direito e passou por atendimento; em outro episódio, discutiu com o árbitro português João Pinheiro — jornal argentino Olé chegou a afirmar ter feito leitura labial apontando cobrança de 'respeito', informação tratada como relato do veículo. Em campo, o capitão ainda sofreu com chances desperdiçadas, incluindo tentativa de perna direita e uma saída a gol em que não conseguiu encobrir o goleiro suíço Kobel.

A expulsão de Breel Embolo no segundo tempo extra abriu espaços que a Argentina soube explorar, e a equipe aproveitou para transformar controle de posse em gol. Mesmo sem marcar, Messi cresceu nos momentos decisivos: mais criador do que finalizador, manteve a influência que torna a seleção perigosa quando precisa quebrar blocos fechados.

A vitória garante à Argentina um confronto duríssimo na semifinal contra a Inglaterra, em Atlanta, na quarta-feira às 16h (horário de Brasília). Para além do alívio, o jogo levanta a discussão sobre o desgaste físico do capitão e a necessidade de alternativas ofensivas caso o brilho individual venha a falhar. Por ora, sobra o alívio de seguir viva na busca pelo bicampeonato consecutivo.