Uma foto de 2007 voltou a rodar nas redes às vésperas da final da Copa do Mundo. No registro, feito pelo fotógrafo Joan Monfort para um calendário beneficente do Unicef em parceria com o jornal espanhol Sport, Lionel Messi aparece ao lado de um bebê de cinco meses. A imagem, que já havia viralizado, ganhou nova atenção depois que o pai do menino, Mounir, publicou em 2024 a identidade do garoto: Lamine Yamal.
A família do menino vivia em Mataró, na Catalunha; a mãe, Sheila, nasceu na Guiné Equatorial, e o pai é marroquino. A coincidência ganha formato simbólico neste domingo (19): os protagonistas do ensaio estarão frente a frente como adversários em uma final marcada para Nova Jersey, com início previsto às 16h (horário de Brasília).
A trajetória de Yamal e Messi tem pontos em comum. Ambos chegaram cedo às categorias de base do Barcelona e estrearam no time principal ainda muito jovens. Yamal foi levado à atenção do clube aos sete anos por Jordi Roura e entrou no profissional aos 15 anos e nove meses, em abril de 2023. Em agosto do mesmo ano, tornou-se o titular mais jovem do Barça ao iniciar uma partida pelo Campeonato Espanhol.
Messi, por sua vez, já aparecia como promessa no início desta década, com passagem pela base do Barcelona e estreia no time principal ainda na adolescência. A coincidência dos tempos de entrada em campo — ambos estrearam como jovens talentos em momentos que chamaram atenção — reforça o caráter simbólico do reencontro: não é apenas um duelo entre duas equipes, mas uma narrativa que cruza gerações e trajetórias.
Para além da imagem que viraliza, resta ao público avaliar o desfecho esportivo. O encontro entre uma lenda consolidada e uma joia precoce promete carregar carga emocional e simbólica — e terá peso esportivo imediato: a final define um título que encerra uma campanha de semanas e altera histórias individuais e coletivas.