A despedida de Lionel Messi da seleção argentina ganhou tom visceral no Monumental de Núñez: antes do amistoso contra o Benim, o craque e o técnico Lionel Scaloni foram fotografados chorando durante a execução do hino, cena que antecipou uma noite de homenagens e emoção para a torcida que lotou o estádio.

Antes de o jogo começar, Messi recebeu presentes do time adversário e também foi agraciado por Stéfano Di Carlo, presidente do River Plate, com o título de sócio honorário e uma blusa comemorativa do clube. Os torcedores fizeram uma homenagem simbólica no minuto 10, em referência à sua camisa, e levantaram o Monumental em aplausos que reforçaram a dimensão pública do adeus.

A partida teve ainda a estreia de uma camisa especialmente desenhada para a ocasião, com referências à bandeira e à trajetória do atleta, e imagens de torcedores com rostos estampando o ídolo. Messi encerra uma carreira internacional marcada por 126 gols em 208 jogos, estreia em 2005 e uma sequência de títulos que incluem a Copa América de 2021, a Copa do Mundo de 2022 e nova conquista continental em 2024, além do destaque no vice‑campeonato da Copa de 2026.

Mais do que um jogo, a noite serviu para medir o impacto simbólico da saída do maior nome da história argentina: resta agora à seleção acertar a transição, preservar sua identidade de jogo e encontrar novos referenciais em campo sem a presença que dominou duas décadas.