Lionel Messi deixou mais um marco em sua trajetória nas Copas ao anotar de falta, aos 34 minutos do segundo tempo, o terceiro gol da Argentina sobre a Jordânia. Foi o sétimo jogo seguido do camisa 10 em que balança as redes no torneio, superando a sequência de seis partidas que dividiam Jairzinho e Just Fontaine.
A série é impressionante: são 11 gols no período que inclui edições diferentes — e seis tentos em três jogos apenas nesta Copa. A última vez que Messi passou em branco em um Mundial foi na fase de grupos de 2022, quando o goleiro Szczesny defendeu seu pênalti na vitória argentina sobre a Polônia, em 30 de novembro.
Apesar da comparação inevitável com Fontaine — que fez 13 gols em seis partidas na Copa de 1958 e ainda detém o recorde de gols em uma única edição — Messi consolida um legado mais amplo. Ele é o maior artilheiro da história das Copas, com 19 gols, soma 27 participações diretas em gols (19 gols e 8 assistências) e já ultrapassou marcas históricas de Pelé nesse quesito.
O argentino também lidera outros indicadores: é o jogador com mais partidas (29) e mais vitórias (19) na história do Mundial e ampliou seu domínio em gols de longa distância, com três nesta edição e sete no total — número que supera Rivelino na estatística que a Fifa acompanha desde 1966. Os números reforçam a dimensão individual de Messi em Copas, mesmo em um torneio que segue sendo palco de comparações históricas.