Lionel Messi alcançou 18 gols em Copas do Mundo ao marcar na vitória por 2 a 0 sobre a Áustria e passou a ter, sozinho, mais tentos do que 21 das 48 seleções que disputam a edição de 2026. O dado expõe, de forma direta, o peso individual do argentino em relação a histórias coletivas de nações com passagens modestas pelo torneio.
Entre os exemplos citados estão países com trajetórias consolidadas em Mundiais: o Irã, em sua sétima participação, soma 15 gols na história; o Equador tem 14. Além disso, Messi já supera os quatro estreantes do torneio — Cabo Verde, Curaçao, Jordânia e Uzbequistão — para os quais o Mundial de 2026 é a primeira aparição, e que ainda não têm registros históricos de gols em Copas.
Algumas seleções chegaram ou passaram da marca de Messi na atual edição: Senegal só ultrapassou o argentino ao marcar dois gols na derrota por 3 a 2 para a Noruega, alcançando 19, mesma soma de Austrália e Gana após partidas do torneio. Fora da competição estão equipes com totais mais altos, como Nigéria (23), Camarões, Bulgária e Costa Rica (22) e Peru (21), que ainda representam possíveis referências a serem superadas se Messi ampliar seu placar.
O episódio reforça duas leituras: a longevidade e eficiência de Messi em Copas, ponto central de sua consagração histórica, e a disparidade entre um jogador excepcional e a tradição ofensiva de várias seleções. Com a Argentina já classificada para a fase seguinte, há espaço para o craque aumentar ainda mais esse fosso estatístico — e para a narrativa do futebol mundial registrar mais um capítulo de sua carreira.