México e África do Sul se enfrentam nesta quinta-feira, às 16h (de Brasília), no Estádio Azteca, na partida que abre a Copa do Mundo de 2026. Além do valor esportivo de uma estreia em casa, o jogo tem tom histórico: os técnicos Javier Aguirre e Hugo Broos já se cruzaram naquele mesmo gramado há 40 anos — então como jogadores.

Em 1986, no Azteca, o México venceu a partida por 2 a 1 diante da seleção belga, em duelo em que Aguirre atuou no meio-campo e Broos integrou a defesa adversária. A lembrança daquele jogo confere um peso simbólico à reedição, agora com os dois no comando técnico. A edição de 2026 marca o retorno do México ao papel de sede, desta vez compartilhado com EUA e Canadá.

Na véspera, Aguirre ressaltou a importância de transmitir segurança ao time e aproveitar a festa dos torcedores, enquanto Broos pediu calma aos seus jogadores diante do ambiente — citou o desafio de lidar com 85 mil vozes no estádio e defendeu foco no plano de jogo para neutralizar o fator casa. As observações reforçam o duelo tático que ocupará o centro das atenções.

O Grupo A também reúne Coreia do Sul e República Tcheca, que se enfrentam mais tarde no mesmo dia, às 23h (de Brasília). Para México e África do Sul, a estreia tem duplo valor: além de pontuar, serve para estabelecer ritmo e confiança na busca por vaga no mata-mata — e para o público, reavivar uma memória futebolística que começou no próprio Azteca, quatro décadas atrás.