A seleção do México anunciou neste domingo a lista final de 26 jogadores para a Copa do Mundo de 2026, no último dia permitido pela Fifa. Sob comando de Javier Aguirre, a chamada traz como principal símbolo o goleiro Guillermo Ochoa, que aos 40 anos irá disputar seu sexto Mundial, marca que o coloca ao lado de nomes como Lionel Messi e Cristiano Ronaldo em longevidade entre a elite do torneio.
Os anfitriões abrem a competição em 11 de junho, no Estádio Azteca, contra a África do Sul. O Grupo A também reúne Coreia do Sul e República Tcheca. Será a 18ª participação do México em Copas; as campanhas mais expressivas vieram justamente quando a seleção foi sede, alcançando as quartas de final em 1970 e 1986.
A presença de Ochoa tem valor simbólico e prático: experiência em um elenco que terá a expectativa de corresponder ao status de país-sede. Ainda assim, veterania não elimina riscos técnicos nem garante avanço automático na fase de grupos. Abrir o Mundial no Azteca amplia a pressão pública e midiática sobre Aguirre e os jogadores — um cenário no qual erros coletivos tendem a ser mais penalizados.
O torneio de 2026, com 48 seleções e 104 jogos, altera o mapa competitivo e eleva as variáveis a considerar na preparação. Para o México, ser um dos três países-sede significa maior escrutínio e cobrança por parte da torcida e da imprensa. A lista anunciada nesta véspera do prazo final encerra uma etapa, mas abre outra: expectativas em torno de resultados imediatos e da capacidade do técnico de transformar experiência em desempenho coletivo.