O México estreia na Copa do Mundo 2026 diante da África do Sul no estádio Azteca, palco que a seleção transformou em aliado histórico. Nas Copas sediadas pelo país, a equipe jamais perdeu quando jogou na capital — argumento central para a aposta da comissão técnica.

Em 1970 e 1986, o México disputou sete partidas no Azteca: cinco vitórias e dois empates. O padrão, porém, tem uma ressalva pesada na memória coletiva: ao se deslocar da capital nas fases finais, a seleção acabou eliminada nas edições que sediou.

A tabela deste Mundial favorece a presença local: México encara África do Sul e República Tcheca no Azteca e só sai para enfrentar a Coreia do Sul em Guadalajara. Se terminar líder do grupo, pode voltar ao estádio para as oitavas — e, caso avance, disputar até quatro partidas na Cidade do México.

Javier Aguirre, técnico com passagem como jogador na Copa de 1986, aposta no apoio das arquibancadas como fator motivador e histórico para esta geração. O goleiro Guillermo Ochoa chega à sua sexta Copa, elemento de experiência em um elenco com pressão por resultado.

A vantagem de jogar no Azteca é concreta, mas não elimina riscos: a seleção precisa fazer valer a empatia com a torcida e evitar repetir o padrão de eliminação fora de casa. Enquanto isso, manifestações previstas para a abertura adicionam um componente extra de tensão à festa.