Javier Aguirre transforma vínculo pessoal em problema tático. O técnico do México admitiu que acompanha Lee Kang‑in desde os tempos em que o sul‑coreano passou pelo Mallorca e definiu o meia do PSG como prioridade do plano defensivo para o duelo em Guadalajara, pela segunda rodada do Grupo A da Copa do Mundo.
A preocupação não é apenas afetiva. Aguirre destacou que o papel de Lee na seleção — aberto pelo lado e com aproximações para dentro — permite ao jogador explorar espaços e municiar o ataque, sobretudo no mano a mano. O treinador mexicano afirmou que a missão da equipe será impedir que o camisa 10 atue em sua zona de maior influência.
O desafio tático ganha tensão extra pela ausência do capitão César Montes, suspenso após expulsão na estreia. Sem o zagueiro, o México perde presença aérea e referência defensiva, forçando Aguirre a adaptar a retaguarda sem abrir mão da solidez. A vitória na rodada inaugural mantém o time na ponta do grupo, mas qualquer deslize diante da Coreia pode complicar a campanha.
Além das atenções em campo, a torcida também viralizou fora das quatro linhas: nas redes, um pato com a camisa do México passeou entre torcedores e virou assunto nas vésperas do confronto. Em campo, porém, a decisão será puramente tática — e Aguirre busca evitar que a lembrança do jogador que orientou se transforme no fator decisivo para a seleção rival.