O México completou a primeira fase da Copa como a única seleção a somar três vitórias sem sofrer gols. Jogos no estádio Azteca e em Guadalajara consolidaram uma campanha de 270 minutos e mais, com saldo de seis gols e presença coletiva na marcação.
A organização tática proposta por Javier Aguirre, que privilegiou ordem e intensidade defensiva, foi determinante. A confirmação veio com a defesa de Raúl Rangel aos 41 minutos do segundo tempo contra a Coreia do Sul e com a volta de Guillermo Ochoa, ovacionado em sua sexta Copa do Mundo.
A Espanha também terminou a fase sem ser vazada, mas não teve 100% de aproveitamento – um empate mantém a diferença para os anfitriões. O dado técnico é claro: ter a meta zerada rende confiança, mas não garante sucesso no mata‑mata.
Na história das Copas há precedentes que reforçam o alerta: Argentina 1998, Itália 1990, Brasil 1986 e Uruguai 2018 chegaram intactas à fase final e foram eliminadas depois. A exceção remonta a 1930, quando o formato era outro e o Uruguai acabou campeão.
O próximo desafio do México é o duelo com o Equador no mata‑mata. Ser anfitrião e entrar com todos os triunfos na bagagem amplia expectativas e também a pressão: agora não basta fechar a fase, é preciso provar que essa solidez resiste ao jogo decisivo.