O Vasco venceu o São Paulo por 2 a 1 em São Januário e pôs fim a uma série de cinco partidas sem vitória. O ponto determinante não foi apenas a atitude dos jogadores, mas as mexidas de Renato Gaúcho no intervalo: com Adson e Puma em campo o time ganhou mais verticalidade pela direita e maior presença na área, ingredientes essenciais para a reviravolta diante da torcida que esgotou ingressos.
No primeiro tempo ficou claro o problema: o 4-3-3 escalado deixou o time previsível e pouco povoando a grande área. Rojas, usado na ponta direita, não se comportou como extremo de ofício, e o deslocamento de Tchê Tchê para o lado fragilizou a compactação sem a bola. O Vasco criou chances, mas foi vítima de um vacilo defensivo e do desempenho abaixo do esperado de parte da defesa, que resultou no gol adversário.
O diagnóstico do intervalo levou Renato a redesenhar a equipe em 4-2-3-1: Rojas recuou para a função de meia e Adson assumiu a ponta direita. As trocas trouxeram mais jogadores na área — Spinelli e Brenner também entraram — e o time cresceu. Andrés Gómez converteu o pênalti que empataria e, depois, foi protagonista no lance decisivo; Puma participou ativamente do segundo gol, com um cruzamento que encontrou o espaço criado pela nova ocupação ofensiva.
A vitória dá alívio imediato, mas também deixa pistas: o Vasco funciona melhor com um ponta de ofício pelo lado direito e com maior povoamento da área. Para a sequência que inclui Corinthians, Flamengo, Paysandu e Olimpia, a repetição desse desenho e a correção das falhas defensivas serão determinantes. Renato tem agora um caminho tático claro, mas precisa transformá-lo em regularidade para evitar novos episódios de instabilidade.