Michael Olise chegou à Copa do Mundo como peça de ligação no esquema francês e transformou-se no principal garçom do torneio: são cinco assistências até aqui, liderança isolada na estatística que pode ganhar um contorno histórico no próximo jogo. Faltando um passe para alcançar seis assistências, ele ameaça um recorde que não é batido desde 1970, quando Pelé fez essa marca.
Curiosamente, Olise ainda não marcou no Mundial, enquanto os demais atacantes do time — destaque para Mbappé — acumularam os gols que colocaram a França na condição de ofensiva mais produtiva do torneio. Ainda assim, a influência do camisa 11 é direta nos números: registrou uma assistência na estreia contra o Senegal, duas contra o Iraque e mais duas diante da Suécia.
Técnico e observadores destacam o papel tático do meia: deslocado atrás de Mbappé, ele organiza a transição e preserva o equilíbrio coletivo da seleção. A consistência nas atuações e a capacidade de criar oportunidades têm sido apontadas como justificativa para seu protagonismo, além de alimentar interesse de clubes europeus que acompanham de perto o Mundial.
A possibilidade concreta de igualar Pelé — feito compartilhado no passado por Jair e Didi — dá ao próximo duelo, contra o Paraguai nas oitavas, uma carga simbólica além da aposta esportiva. Se a França avançar, a campanha de Olise ganhará ainda mais visibilidade nas quartas, diante do vencedor de Canadá ou Marrocos.