Michael Olise encerrou sua primeira Copa do Mundo sem marcar gols, mas deixou marca no torneio ao distribuir sete assistências — mais do que as seis de Pelé em 1970. A França terminou em quarto lugar após a derrota por 6 a 4 para a Inglaterra, em partida que teve grande volume ofensivo e muitas falhas defensivas.

No duelo pelo pódio, Olise foi protagonista em dois lançamentos que resultaram em gols de Kylian Mbappé, mas também perdeu pelo menos três oportunidades claras de balançar a rede. Um dos lances mais evidentes foi o chute na trave aos 13 minutos do segundo tempo, símbolo de uma Copa em que criou muito e finalizou pouco.

O atacante do Bayern de Munique, de 25 anos, tem 25 jogos pela seleção e sete gols na carreira, mas saiu do Mundial sem balançar as redes. Versátil nas extremas e por dentro do ataque, foi apontado como um dos jogadores mais criativos da França, alternando explosão e condução em campo.

O balanço é ambivalente: o recorde de assistências confirma sua capacidade coletiva, mas a ausência de gols em momentos decisivos levanta dúvidas sobre a eficiência na finalização. Para técnicos e torcedores, a imagem que fica é de um talento que precisa afinar o faro de gol para transformar influência em resultados individuais.