Mikel Merino foi o nome do jogo nas oitavas de final da Copa do Mundo: marcou o único gol da vitória da Espanha sobre Portugal por 1 a 0 e assegurou a vaga da seleção espanhola nas quartas de final. Ao balançar as redes, o meia repetiu uma imagem carregada de simbolismo — girou ao redor da bandeirinha de escanteio, recriando a comemoração que tornou-se marca registrada de seu pai, Miguel Merino Torres.
O gesto não é inédito na carreira do jogador. Merino já havia recorrido à mesma celebração na Eurocopa de 2024, em Stuttgart, e agora repetiu o tributo em outra noite decisiva. A referência ao pai ganha força pela coincidência de locais e pela continuidade entre gerações: Miguel Merino realizou o mesmo gesto há 33 anos, quando marcou pelo Osasuna em competições europeias.
Grande alívio
A trajetória de Merino até aqui também tem carga dramática. O meia garantiu sua vaga no torneio após recuperar-se de uma cirurgia decorrente de uma fratura por estresse no pé, lesão sofrida em janeiro contra o Manchester United. O gol desta segunda-feira coroou a volta em campo e trouxe um alívio visível — nas palavras do próprio jogador, 'Grande alívio'.
Do ponto de vista esportivo, o tento resolve para a Espanha uma fase eliminatória tensa e elimina Portugal do Mundial. Para Merino, além do valor técnico, a celebração reforça um roteiro emocional que conecta família, história e desempenho em jogos decisivos, imagens que tendem a ficar na memória dos torcedores.