Julián Millán sofreu uma lesão muscular grau três na coxa direita e desfalcará o Fluminense por quatro a seis semanas. Jemmes teve lesão grau um no adutor da coxa direita e segue em recuperação, com previsão de retorno em cerca de 15 dias. As informações foram confirmadas pelo clube; Millán deixou a partida contra o Bragantino ainda no primeiro tempo e Jemmes sentiu desconforto no intervalo. Por outro lado, Thiago Silva foi regularizado no BID e tem condições de jogo para o confronto de domingo, em Porto Alegre.
Millán, contratado do Nacional (Uruguai) em março, vinha somando minutos — foram cinco partidas até aqui — e sua lesão interrompe o processo de adaptação que o colocava como alternativa frequente na defesa. Jemmes, que vinha jogando com regularidade, também deixa o elenco com menos profundidade. O duplo problema ressuscita a velha questão da consistência do setor defensivo do time, já fragilizado por oscilações.
No curto prazo, Luis Zubeldía terá de remontar a retaguarda. A presença de Thiago Silva oferece uma solução imediata e a possibilidade de reeditar a dupla com Freytes, mas a combinação entre experiência e necessidade de entrosamento não elimina incertezas sobre desempenho e ritmo físico diante de adversários de nível elevado. As opções no banco ficam mais limitadas, o que aumenta a exigência sobre a comissão técnica na gestão de minutos.
As lesões elevam o grau de urgência do Fluminense nas próximas rodadas do Brasileirão: resultados desfavoráveis podem amplificar cobrança sobre o trabalho técnico e sobre a preparação física do elenco. A sequência de partidas em que o clube terá de buscar pontos importantes expõe consequências práticas desta fase de fragilidade defensiva — da construção da escalação à pressão por ajustes táticos ou reforços.