O Fluminense confirmou nesta sexta-feira que o zagueiro Millán sofreu uma lesão muscular no adutor da coxa direita, classificada como grau 2. O prazo estimado de recuperação é de quatro a seis semanas, transformando o titular em desfalque para o período imediato e obrigando o clube a rever soluções defensivas.

O problema ocorreu aos 28 minutos do confronto com o Palmeiras: Millán driblou um adversário no campo de defesa, caiu em uma disputa física e pediu substituição segurando a coxa. Atendido pelo departamento médico, ele não retornou e deu lugar a Ignácio, caminhando até o banco visivelmente abatido.

Não é a primeira vez que o colombiano enfrenta lesões musculares: após a pausa da Copa do Mundo, Millán já havia sofrido uma lesão grau 3 no posterior da coxa direita, contra o Bragantino. Sob o comando de Marcão, ele vinha formando a dupla titular com Thiago Silva e se estabeleceu como peça importante na saída de bola pelo lado esquerdo.

Com a ausência, o treinador tem alternativas pontuais: deslocar Thiago Silva para a esquerda e manter Ignácio na outra vaga, ou promover o retorno de Igor Rabello ou Freytes, que já atuaram pela esquerda nesta temporada. O desafio chega antes do jogo contra a Chapecoense, na Arena Condá, e soma-se às más notícias do clube — como a artroscopia no joelho de Martinelli e a eliminação da Libertadores, que também tem impacto financeiro. A repetição de lesões musculares acende dúvidas sobre a gestão do elenco e pressiona o departamento médico e o planejamento para as próximas semanas.