O zagueiro colombiano Millán foi substituído ainda no primeiro tempo da partida de volta da semifinal da Libertadores contra o Palmeiras. Aos 28 minutos, o defensor sentiu dores na coxa direita em um lance sem contato e precisou ser substituído por Ignácio. Millán deixou o gramado do NuBank Parque visivelmente emocionado, acompanhado por um membro da comissão técnica.

A saída precoce do zagueiro força um rearranjo na defesa de Marcão em momento decisivo: o Fluminense entra em desvantagem após perder o jogo de ida no Maracanã por 2 a 1 e precisa vencer em São Paulo para manter viva a chance de chegar à final. A alteração no setor defensivo ocorre em um dos pontos mais sensíveis da estratégia tricolor, que precisava de estabilidade para buscar o resultado.

Do ponto de vista tático, a substituição de Millán altera opções de saída de bola e cobertura no setor central, obrigando o técnico a ajustar marcações e possivelmente a saída de jogo. A mudança também tem impacto emocional imediato: a saída do titular em lágrimas reforça a apreensão sobre o estado físico do jogador e a necessidade de alternativas confiáveis no banco.

O clube ainda não divulgou um diagnóstico definitivo sobre a gravidade da lesão; o departamento médico deverá avaliar o zagueiro nos próximos exames. No palco da semifinal, a prioridade do Fluminense é administrar o imprevisto e manter a competitividade para tentar reverter a vantagem do Palmeiras nas próximas etapas da eliminatória.